13 de mai. de 2008

Bite me

Shearwater
Rook
(2008)

Sei pouco sobre o Shearwater. Não conheço a discografia da banda. O que sei é que Will Sheff e Jonathan Meiburg, ambos integrantes do Okkervil River (na verdade Meiburg deixou a banda este mês), fazem parte deste quinteto que já lançou cinco álbuns. Mas, se a tarefa de vocalista e guitarrista do Okkervil River é de Will Sheff, no Shearwater é Jonathan Meiburg quem a desempenha.

Por algum motivo, desde que Rook, o novo disco, foi anunciado, tive vontade de ouví-lo. Alguma coisa, que não sei dizer o que é, me dizia que ele seria bom. Eis que me deparo com 11 canções pra lá de consistentes. Ainda bem. Rook é um álbum triste e bastante carregado. É barulhento e silencioso ao mesmo tempo.

Os vocais tristes de Meiburg dão ao disco um tom melancólico, solitário. Como se algo de ruim tivesse acontecido. É a sensação que temos ouvindo canções como “On The Death Of The Waters”, “Rooks” e “Leviathan Bound”, as três primeiras de Rook. Por outro lado, há momentos relativamente animados, como na sensacional “Home Life”, que tem pouco mais que sete minutos, e na rockeira “Century Eyes”.

Uma das mais bonitas do álbum, “The Snow Leopard” começa com um lindo piano e vai crescendo aos poucos, para terminar grandiosa na medida certa – com direito a trompetes, solos de guitarra e bateria forte. “The Hunter’s Star” encerra Rook com chave de ouro, como se ainda houvesse alguma esperança para os problemas internos de cada um de nós, mesmo depois de tanta tristeza. Ah, e vale dizer que trata-se de um forte candidato para brigar por uma vaga no TOP 10 de melhores do ano quando chegarmos a dezembro, pelo menos por enquanto.

3 comentários:

Anônimo disse...

eita, apostinha de top 10.
adorei a capa mulher-dos-pombos-esqueceram-de-mim-2. estou chegando à conclusão de que as capas mais bizarras têm ouro escondido.

Clara disse...

mm mmmmm, interessante.

Anônimo disse...

É muito bom!...