Sigur Rós
Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust (2008)
Algum tempo se passou desde que o disco novo do Sigur Rós vazou, então já dá pra dizer com alguma firmeza: Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust entra fácil para o time dos melhores álbuns da carreira da banda. “Gobbledigook” abre o disco e talvez seja sua melhor faixa: batucadas unem-se a um violão rápido e logo percebemos que os álbuns do Animal Collective passaram pelos ouvidos dos islandeses.
Na seqüência ouvimos a maravilhosa e animada “Inní Mér Syngur Vitleysingur”, com direito a um belo arranjo de naipe de metais. A calma “Góðan Daginn” aparece em seguida. Climática, a faixa dura cinco minutos, suficientes para que você derramar lágrimas e ainda dar tempo de enxugá-las para esperar o que vem depois. “Við Spilum Endalaust” é marcada pelo baixo sem firulas e logo preenchida por metalofones, trompetes e violinos. “Festival” (a maior do disco, com 9 minutos) dá as caras para acalmar os ânimos, remetendo de imediato a canções de seus trabalhos anteriores, como ( ) e Ágætis Byrjun. No final, a faixa cresce assustadoramente e é como se o Explosions In The Sky tivesse entrado no estúdio para improvisar.
O álbum segue e as animadas músicas do início dão lugar à calmaria e tristeza de canções como “Straumnes” e “All Alright”, que encerra Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust da mesma forma que os últimos pingos da chuva caem de madrugada na janela do seu quarto.
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25 de jun. de 2008
Corre, corre
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